quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Guerra por talentos no mercado petrolífero (OPORTUNIDADES)

O aquecimento do setor de óleo e gás não só enfrenta a escassez de mão-de-obra especializada no Brasil, como também tem criado uma disputa acirrada por talentos. Com uma demanda por profissionais qualificados maior do que a oferta, os salários pagos pela indústria hoje estão inflacionados – cerca de 30% acima da média de mercado. Faltam engenheiros, geólogos, geofísicos, químicos, e executivos.
Este cenário deve ficar ainda mais crítico com as recentes descobertas de petróleo leve na camada do pré-sal anunciadas pela Petrobras. Para se ter uma idéia do que pode estar por vir, o potencial estimado pela estatal é que essas reservas tenham entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo leve de boa qualidade e gás
De acordo com dados do site da Agência Nacional do Petróleo (ANP), há oportunidades tanto em companhias que atuam na construção de poços e refino, quanto nas prestadoras de serviço. Segundo a ANP, estima-se que até o ano de 2010, sejam criados cerca de 180 mil empregos nesta área.
Porém, a falta de mão-de-obra especializada no Brasil é inversamente proporcional ao grande número de estudantes que pretendem ingressar nesse ramo e, consequentemente, à multiplicação das instituições de ensino que surgem para treinar os futuros profissionais em inúmeras ramificações que o mercado petrolífero abrange.
De acordo com Almir Ramos, coordenador geral do curso de Petróleo e Gás da Universidade Gama Filho, a procura realmente é muito grande. Porém, existem diversas informações que precisam ser dadas, pois várias pessoas não sabem em que e como atuar na área de petróleo. “O não conhecimento do universo que a atividade abrange dificulta a escolha por parte daquele que deseja se candidatar a ser um profissional desta área”, afirmou.
Procura X Oferta
O coordenador destaca que, nos últimos três anos houve um aumento entre 50% e 60% na procura por Cursos de Capacitação de Petróleo e Gás. E já nos Cursos Superior de Tecnologia (que confere o Título de Tecnólogo), Engenharia de Petróleo e Pós-Graduação, o aumento ocorrido é de até 40%. Ramos observa ainda que a criação de cursos técnicos de petróleo e gás e a crescente procura por eles tem ganho velocidade, visto que a carência de técnicos neste setor é muito grande.
“A universidade Gama Filho procura orientar seus alunos com relação ao mercado de trabalho, e desta forma, grande parte deles se formam já empregados e com destaque no setor. O mais importante é a troca de experiências, tendo em vista que vários atuantes da Indústria Petrolífera fazem nossos cursos e trazem para sala de aula informações do dia a dia e suas experiências, o que enriquece muito nosso ensino e treinamento”, afirmou o coordenador.

Por Roberta Cortat, Nicomex Notícias, agosto/09
Fonte: www.gasnet.com.br

Enviado por Teylo Vasconcelos/BA

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