quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

EM TEMPOS DE CARNAVAL...PAZ!!

VIOLÊNCIA E PAZ
Predominando em a natureza humana os remanescentes dos instintos primários, a mesma faz-se agressiva por mecanismo natural de sobrevivência. Não havendo o controle da razão sobre os impulsos inatos, desbordam-se os sentimentos gerando perversidade e produzindo dor. A violência é manifestação atávica do ser em processo de evolução. Estruge a qualquer momento, transformando-se em selvageria que destrói tudo quanto não se lhe submete. Estimulada pelos tormentos internos das pessoas vazias de ideal ou sob o açodar de transtornos psicopatológicos, investe em fúria irracional, ameaçando a vida e os seres vivos. A violência é qual rio caudaloso que arrasta na precipitação das suas águas tudo quando lhe constitui obstáculo. Intempestivamente domina as expressões da emotividade, matando as débeis florações da esperança, do dever e do respeito humano. Raio que cinde a treva da noite escura é faísca perigosa que fere e aniquila. A violência é herança nefasta que à educação cabe erradicar, trabalhando os valores morais e os sentimentos nobres que dormem no mundo íntimo dos seres. *Os fatores socioeconômicos infelizes que geram os bolsões da miséria são desencadeadores da violência humana, porquanto o carente e o miserável sob os camartelos da fome, da enfermidade e do abandono, quando nada recebem da sociedade que os dignifique, tomam-no através da violência, agredindo com impiedade. Banalizada a aberração, o próximo passo é o homicídio frio, calculado ou não, que atira o delinqüente no abismo da loucura. Iniciada a alucinação homicida, toda a racionalidade se perverte, engendrando mecanismos de autojustificação sem qualquer preocupação moral. Vitimados pela indiferença social, os miseráveis se movimentam para alcançar os patamares da fama e da glória inditosa, que não conseguiram por meios edificantes, exaltando o ego doentio e convencendo-se que os criminosos têm uma existência breve, valendo-lhes as fortes sensações com que se alimentam. Sem metas existenciais nem ideais de família ou de dignificação humana, vivem em função do momento angustiante que experimentam, aturdidos e amedrontados. As exceções, que apresentam indivíduos em outras classes sociais mais bem aquinhoadas, deve-se aos graves desvios de comportamento, que lhes apresentam a vida sob óptica distorcida e anárquica. *Não poucas vezes, nessas paisagens mentais sombrias onde se expande a violência, há um intercâmbio com os perversos, que se atribuem o direito legal de punir, de perseguir, de malsinar, acreditando-se como sendo os longos braços da justiça alcançando os calcetas morais da Humanidade... Obsidiam os seus compares, anulando-lhes as aspirações para o Bem, a débil claridade para o discernimento que obnubilam. O conhecimento da vida espiritual, a vivência religiosa, o contato com os ideais enobrecedores, constituem terapia preventiva e curadora para a grave enfermidade moral que é a violência. Clareando a mente em trevas, a oração representa igualmente valioso recurso para conduzir o indivíduo à paz. O processo de paz tem início no imo do ser, que passa a direcionar as aspirações para o amor e para o bem geral. Dulcifica-se e aprimora-se, altera o discernimento para a responsabilidade e o dever, passando a fruir harmonia. A paz é o tesouro que se conquista mediante o reto pensar, o nobre falar e o digno agir. Essa trilogia harmoniza a criatura em relação à autoconsciência, facultando-lhe equilíbrio e bem-estar. A violência é atavismo bárbaro que o amor dilui nas províncias da ação fraternal. A paz é coroa de bênçãos que repousa no coração do homem de bem. O mundo arma a criatura de violência, em razão dos seus valores de imediato significado, enquanto Jesus promove a paz na estrutura da imortalidade de todos, direcionando-os para a vida futura.

Mensagem enviada pelo amigo:claudio malungo

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